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Cresce número de policiais baleados e especialistas apontam falência da política de confronto

  • Foto do escritor: Fato News Ba
    Fato News Ba
  • há 13 horas
  • 2 min de leitura

O crescimento no número de agentes de segurança baleados em Salvador e na Região Metropolitana em 2026 acende um alerta não apenas sobre a escalada da violência armada, mas também sobre os limites de um modelo de segurança pública ainda baseado no confronto. Para a Iniciativa Negra por uma Nova Política sobre Drogas, os dados evidenciam o esgotamento de uma política de drogas considerada ultrapassada e profundamente marcada por desigualdades raciais.


Levantamento do Instituto Fogo Cruzado aponta que, até 26 de março deste ano, 16 agentes de segurança foram baleados na capital baiana e RMS, sendo cinco mortos e 11 feridos. O número já representa mais da metade dos casos registrados ao longo de todo o ano de 2025, indicando uma intensificação da violência nos primeiros meses de 2026.


Para a Iniciativa Negra, o cenário reflete diretamente a lógica de enfrentamento armado que orienta as políticas de segurança no país, especialmente nas periferias urbanas, territórios historicamente marcados pela presença majoritária da população negra.


“A gente precisa entender que essa política de guerra não protege ninguém. Ela expõe tanto os moradores das periferias quanto os próprios agentes de segurança a uma dinâmica permanente de risco e morte”, afirma Dudu Ribeiro, cofundador da Iniciativa Negra.


Segundo a organização, a atual política de drogas, centrada na repressão, contribui para a intensificação de conflitos armados e para o aumento da letalidade, atingindo de forma desproporcional jovens negros e também os profissionais de segurança pública, que atuam na linha de frente dessas operações.


“A chamada guerra às drogas é, na prática, uma guerra contra pessoas negras e periféricas. E, ao mesmo tempo, é uma política ineficaz que também coloca em risco a vida de policiais, que são enviados para territórios em operações de alto risco, sem que haja uma estratégia estruturante de redução da violência”, completa Dudu Ribeiro.

“Defendemos a revisão do atual modelo, com a construção de uma nova política sobre drogas baseada em direitos humanos, redução de danos e enfrentamento das desigualdades raciais. É fundamental que o debate sobre segurança pública avance para além do aumento do policiamento e incorpore soluções que priorizem a vida e a prevenção da violência”, concluiu.


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4/7/2026

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